O inquérito encomendado pela CNIL e pela Groupe VYV revela que quase metade dos jovens europeus já recorre a chatbots de IA para temas íntimos ou pessoais. O estudo foi divulgado na terça-feira.
Foram ouvidas 3800 jovens com idade entre 11 e 25 anos, em França, Alemanha, Suécia e Irlanda, no início de 2026. Sessenta por cento descreveu os chatbots como úteis para apoio emocional, mais do que profissionais de saúde.
51% consideram fácil falar sobre saúde mental com um chatbot, em comparação com 49% que o fazem com profissionais de saúde e 37% com psicólogos. Amigos (68%) e pais (61%) ficaram acima.
Acompanhamento e preocupações
Cerca de 90% já utilizaram ferramentas de IA, destacando disponibilidade constante e ausência de julgamento. Mais de 60% referem o chatbot como “conselheiro de vida” ou “confidente”.
Especialistas alertam para limitações da IA na detecção de emoções e na prestação de apoio seguro. A família de um homem da Flórida moveu uma ação contra a Google por alegada influência do chatbot Gemini.
Perspectivas técnicas e éticas
O psicólogo Ludwig Franke Föyen, do Instituto Karolinska, aponta que modelos avançados geram respostas de qualidade, confundindo até profissionais humanos. Não se deve depender apenas de IA para saúde mental.
Franke Föyen reforça que a IA pode informar e apoiar, mas não substitui relações humanas nem cuidados profissionais. A tecnologia não deve aumentar a solidão nem substituir familiares ou médicos.
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