Um navio de cruzeiro, o MV Hondius, pode ter uma escala nas Ilhas Canárias devido a um surto de hantavírus durante a travessia pelo Atlântico. Três passageiros morreram e existem casos suspeitos a bordo, com autoridades a preparar resposta internacional.
Cabo Verde recusou o desembarque por questões de segurança sanitária, apesar de o navio pedir autorização para atracar. A OMS coordena a resposta, enquanto a tripulação pede apoio médico urgente para dois tripulantes com sintomas respiratórios.
O Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions, transporta cerca de 150 pessoas de 23 nacionalidades, incluindo 14 espanhóis, sendo um deles elemento da tripulação. O país africano autorizou avaliação médica a bordo.
Três mortos já foram confirmados: o neerlandês de 70 anos faleceu a bordo, a mulher dele, de 69, morreu na África do Sul após ser retirada do navio, e um passageiro alemão morreu durante a travessia, com o corpo ainda no navio. Um britânico permanece em estado crítico na África do Sul.
As autoridades sanitárias já iniciaram o rastreio de contatos. O risco para a população local é considerado baixo, mas há planos para isolamento, hospitalização de casos suspeitos e avaliação de riscos.
O hantavírus pode provocar febre hemorrágica e síndrome pulmonar por hantavírus (SPH). Transmite-se por urina e excrementos de roedores; não há tratamento específico, mas a assistência precoce melhora a sobrevivência.
Análises da OMS apontam que, neste caso, tudo indica a circulação de uma variante mais grave do hantavírus. Especialistas destacam a baixa probabilidade de transmissão entre humanos sem contacto direto intenso com alguém infectado.
O objetivo atual é evitar a propagação para as Canárias e assegurar avaliação clínica adequada. As autoridades de saúde permanecem em vigilância, com planos de resposta rápida caso haja necessidade de evacuações médicas controladas.
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