O navio de cruzeiro MV Hondius está no centro de uma crise de hantavírus, uma infeção transmitida por roedores que já causou mortes a bordo. A bordo, o vírus tem afectado a tripulação e passageiros, com casos confirmados em laboratório.
A primeira vítima morreu a 11 de abril, no interior da embarcação. O corpo da vítima e o de sua esposa neerlandesa foram trasladados para a ilha de Santa Helena a 24 de abril. O terceiro cadáver permanece no navio.
O MV Hondius fazia a ligação entre Ushuaia, no extremo sul da Argentina, e as Ilhas Canárias. Encontra-se parado junto à Cidade da Praia, Cabo Verde, desde domingo, com passageiros impedidos de desembarcar. Assistência médica está a ser prestada a partir de terra.
Ação coordenada e situação clínica
A OMS indicou que um caso confirmado e cinco suspeitos foram identificados entre os passageiros. Três pessoas faleceram, uma encontra-se em cuidados intensivos na África do Sul. Profissionais de saúde, com equipamento de proteção, já subiram a bordo para procedimentos médicos.
As autoridades cabo-verdianas recebem apoio de organizações internacionais e das autoridades dos Países Baixos e do Reino Unido. O MNE português informou que um tripulante do navio está estável e não solicitou assistência diplomática.
Desdobramentos e próximos passos
A Oceanwide Expeditions, proprietária do Hondius, afirmou que o corpo da terceira vítima continua a bordo e que a prioridade é tratar os dois doentes. O possível deslocamento do navio para as Canárias pode facilitar o acesso a mais assistência médica.
A OFSP descreve o hantavírus como presente em diversos continentes e transmitido por roedores doentes, sem vacinas ou tratamentos específicos. O vírus recebeu o nome do rio Hantan, na Coreia do Sul, onde houve surtos históricos entre militares.
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