Uma criança com seis anos, invisual, foi agredida por sete colegas na Escola Básica da Azeda, em Setúbal. O episódio ocorreu durante o recreio, após a hora de almoço, fora do controlo direto de assistentes operacionais. As agressões foram interrompidas apenas quando uma auxiliar de ação educativa interveio.
Segundo a associação Ser Especial, a criança pediu ajuda várias vezes, sem resposta imediata de adultos. Apenas duas crianças da mesma idade tentaram ajudar; o incidente só cessou com a aproximação da auxiliar. A escola ainda não confirmou de forma oficial os detalhes.
A vítima frequenta o jardim de infância na mesma Escola Básica da Azeda, referência para alunos com baixa visão, e é acompanhada pela Ser Especial. Os pais da criança agredida souberam do sucedido através de terceiros, quando se dirigiam à escola para a buscar.
A Ser Especial indica que a criança já tinha sido alvo de agressões no passado e que os alegados agressores também frequentam o pré-escolar. A associação sustenta que, apesar de não ter ferimentos graves, a criança está emocionalmente abalada e não regressou à escola na segunda-feira.
Até ao momento, a direção do Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama, a que pertence a EBJI Azeda, e a Câmara Municipal de Setúbal não emitiram declarações sobre as medidas que serão adotadas nem sobre a possível falta de assistentes operacionais na escola.
Reação e medidas em curso
A situação permanece sob avaliação dos serviços educativos locais. A escola deverá apresentar empenho na proteção de alunos com necessidades específicas e no reforço de supervisão durante os intervalos, conforme o contexto indicado pela Ser Especial.
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