A partir de 4 de maio, a refeição a um euro passa a estar disponível para todos os estudantes em França, não apenas para bolseiros ou em situação de precariedade. A medida integra o orçamento de 2026, com apoio público de cerca de 50 milhões de euros para reduzir a precariedade estudantil.
Os CROUS — Centros Regionais de Ações Universitárias e Escolares — ficam encarregados de assegurar o acesso nas cantinas universitárias, e, sempre que possível, noutros pontos de restauração da rede estudantil. Estudantes com cartão de estudante ou de formação profissional, doutorandos e prestadores de serviço cívico podem beneficiar.
A medida prevê uma refeição com prato principal e até dois acompanhamentos, podendo haver suplementos pagos conforme o estatuto de cada CROUS. O acesso é limitado a uma refeição por utilizador e também está disponível para jantar.
Como funciona o regime
O regime exige apresentação de uma conta Izly, o sistema de pagamento gerido pelos CROUS, para comprovar o estatuto do estudante. A refeição pode incluir entrada, queijo, sobremesa ou fruta, entre outros.
Quem desejar poderá adicionar suplementos com preços definidos pelo Conselho de Administração de cada CROUS. O serviço abrange todos os restaurantes universitários abertos à noite, sempre que haja abertura de serviço noturno.
Orçamento e impacto
O governo detalha que a medida está integrada numa ofensiva para apoiar o poder de compra desde janeiro, anunciada pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu. Os CROUS estimam a contratação de cerca de 200 profissionais para gerir o aumento da afluência.
Dados oficiais indicam que, no último exercício, foram servidas mais de 44 milhões de refeições nas estruturas geridas pelos CROUS, com um aumento de 1,4% face a 2024. Metade destas refeições destinou-se a estudantes bolseiros ou em situação de precariedade.
Entre na conversa da comunidade