O temporal Kristin, a 28 de janeiro, devastou Leiria. Três meses depois, já foram removidas toneladas de destroços, mas a cidade mantém-se marcada pela violência da tempestade, que atingiu velocidades de até 156 km/h junto ao aeródromo às 5h20.
Pelo menos, a frente de ataque foi a destruição generalizada: telhados deslocados, paredes desabadas em habitações e em monumentos nacionais, vidros expostos a estilhaços, e árvores arrancadas. A dinâmica da violência atmosférica criou um cenário de desordem que se extendia pelo centro histórico e zonas adjacentes.
Na altura, o presidente da Câmara Municipal, Luís Gonçalo, deslocou-se para o quartel dos bombeiros para coordenar operações de resposta à emergência. Na fase inicial, as populações enfrentaram cortes de eletricidade, ausência de água, falhas na rede telefónica, escassez de combustível, e dificuldades logísticas para manter supermercados abertos.
Reconstrução em curso
O balanço posterior mostrou a recuperação lenta, com zonas de menor impacto já liberadas e outras ainda condicionadas pela reparação de infraestruturas. A prioridade tem sido restabelecer serviços básicos, apoiar famílias e reavivar atividades económicas locais, segundo fontes municipais.
A autarquia tem promovido campanhas de apoio e elaborado planos de obras para reparar estruturas danificadas, incluindo imóveis públicos e privados. A atuação contínua visa reduzir impactos a curto prazo e preparar o município para as próximas épocas de tempestades.
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