O arguido Daniel, conhecido como «Cenoura», começou este quinta-feira a ser julgado no Tribunal de São João Novo, no Porto. Enfrenta homicídio simples, dois homicídios na forma tentada e detenção de arma proibida. O crime ocorreu num bar da Rua Escura, no Porto, em maio do ano passado.
O processo indica que, na altura, o arguido disparou contra a vítima e contra uma viatura que transportava familiares, ainda que estes tentassem socorrer Josué, de 24 anos. O julgamento iniciou com o silêncio do arguido.
Perito que analisou projéteis apontou que todos foram disparados pela mesma arma. O inspetor da Polícia Judiciária descreveu a violência no local e explicou que não foi possível recuperar as imagens de videovigilância, devido a danos no bar.
Detalhes do início do julgamento
A testemunha primária foi o primo de Boxista, que acompanhava a vítima na altura. A defesa levantou contradições entre o depoimento inicial no inquérito e o prestado ao tribunal, semântica que sustenta debates processuais.
Segundo a acusação, a morte resultou de um desentendimento entre a vítima e Valquírio, tio do arguido, que foi morto a tiro em setembro, junto a bombas de gasolina em Gondomar. O arguido terá adotado a arma de fogo a curta distância.
Em seguida ao crime, a viatura em que seguiam familiares foi alvejada duas vezes, provocando o despiste. O suspeito fugiu, entregando-se nove dias depois, a 13 de maio de 2025, e ficou em prisão preventiva.
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