O Papa Leão XIV afirmou que o foco da Igreja Católica deve ser a justiça e a igualdade, em vez da ética sexual. A afirmação foi feita durante a viagem de quatro dias por África, num contexto de críticas a políticas autoritárias e a conflitos armados.
Segundo o pontífice, a unidade da Igreja não deve depender de questões sexuais, destacando questões mais relevantes para os fiéis, como direitos humanos e a dignidade de todas as pessoas. Falou empressa pública durante o voo de regresso a Roma.
A avaliação sobre prioridades foi recebida com interesse por organizações que apoiam católicos LGBTQ, que a identificam como uma reorientação essencial. A conversa ocorreu numa conferência de imprensa a bordo, após o périplo africano.
Durante a viagem, Leão XIV enfrentou perguntas sobre bênçãos a casais do mesmo sexo. O Papa mantém posição prudente, reconhecendo um avanço de 2023 do Papa Francisco, que autorizou bênçãos informais caso a caso, sem rito litúrgico formal.
Especialistas descrevem o movimento como uma mudança mais ampla na gestão moral da Igreja. A crítica pública à sexualidade, associada a debates sobre aborto, contraceção e casamento igualitário, continua presente entre parte da hierarquia.
Francisco, falecido Papa anterior, deixou legado de abrir espaço para questionamentos LGBTQ com o famoso “quem sou eu para julgar?”. Observadores veem neste momento de Leão XIV uma continuidade daquele espírito de maior abertura.
O pontífice africano enfatizou ainda que questões como justiça, paz e liberdade devem orientar as ações da Igreja. Analistas ressaltam que a prioridade dada a estes temas pode influenciar a perceção global da Igreja Católica.
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