O ministro da Defesa da Letónia, Andris Sprūds, afirmou que a relação entre os EUA e os aliados da NATO é excelente a nível prático e militar, mesmo com a retórica de figuras públicas nos Estados Unidos. Falou numa entrevista ao programa Europe Today, da Euronews, destacando a cooperação contínua na aliança.
Sprūds frisou que a aliança permanece forte e que a cooperação prática beneficia todos os membros, incluindo os Estados Unidos. Sustentou ainda que é preferível concentrar-se no trabalho conjunto do que nas declarações públicas conflituosas vindas de Washington.
O ministro revelou não ter dúvidas de que os EUA responderiam à ativação da cláusula de defesa mútua, o artigo 5.º. Assinalou, contudo, que se deve manter o foco na cooperação real entre aliados e nos objetivos comuns.
Riscos de escassez de armamento e logística
Sprūds reconheceu potenciais atrasos na entrega de encomendas de armamento fabricado nos EUA, devido a limitações da indústria de defesa global e a um maior envolvimento militar no Médio Oriente. Acrescentou que a situação pode afetar vários países europeus, incluindo os nórdicos e bálticos.
O ministro mencionou que, antes dos ataques ao Irão, o Médio Oriente assistiu ao maior reforço militar dos EUA desde 2003, o que pode ter repercussões em outros setores. Salientou que a Europa já foi informada sobre possíveis atrasos.
Orçamento europeu e apoio à Ucrânia
Sprūds afirmou que há vontade na Europa de colaborar na reabertura do Estreito de Ormuz, via estratégica diante das hostilidades regionais. França e Reino Unido lideram, com planes da NATO a desenvolverem o conceito, centrado na livre navegação e na desminagem.
A Letónia mostrou-se pronta a contribuir para esforços conjuntos da UE na reabertura do estreito após o fim das hostilidades. O tema tem impacto energético global e reforça a coordenação europeia em segurança marítima.
Novo impulso ao apoio europeu à Ucrânia
O ministro saudou o início do processo de desbloqueio do empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia, bem como o 20º pacote de sanções contra a Rússia. Considerou o financiamento crucial, apelando a esforços adicionais para fortalecer a posição ucraniana.
Entre na conversa da comunidade