O FBI investigou uma jornalista do New York Times após a publicação de uma notícia sobre a namorada do diretor da agência, Kash Patel. A matéria questionava o uso de agentes do FBI para serviços de segurança privados e se houve perseguição. O fato ocorreu depois da publicação, no fim de fevereiro, nos Estados Unidos.
A reportagem, firmemente baseada em fontes próximas do caso, descreveu como Alexis Wilkins, cantora e companheira de Patel, foi acompanhada por uma segurança designada pela agência, incluindo deslocações pelo país e até visitas a um cabeleireiro, durante as quais a proteção esteve presente.
O FBI confirmou ao jornal que não abriu formalmente uma investigação, mas indicou ter ficado preocupado se as técnicas jornalísticas utilizadas pela repórter teriam ultrapassado limites legais de perseguição. O objetivo era avaliar a eventual violação de leis federais.
Investigação e reação
O diretor do NYT, Joseph Kahn, classificou a atuação do FBI como alarmante, inconstitucional e errada, sugerindo que o órgão tenta criminalizar o jornalismo. A redação enfatizou a prática de escrutínio público sobre as ações oficiais, sem emitir juízos de valor.
Paralelamente, Kash Patel moveu uma ação contra a revista The Atlantic, exigindo 250 milhões de dólares por difamação, em resposta a um longo artigo que acusa o diretor do FBI de problemas de alcoolismo que, segundo Patel, comprometem o seu trabalho.
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