O ministro da Administração Interna anunciou que, no verão, já serão visíveis parte das alterações no SIRESP. O objetivo é aumentar a capacidade de comunicação com mais equipamentos, retransmissores e canais próprios para cada entidade.
Durante a entrevista ao podcast Política com Assinatura, o ministro afirmou que as mudanças serão apresentadas nos próximos dias e que se visarão saltos qualitativos na eficácia, na resposta e no alcance do sistema.
O dossier em cima da mesa foi entregue ao Governo em fevereiro, após o falhanço do SIRESP durante o apagão de 2024. O grupo de trabalho recomenda um sistema mais robusto, fiável e interoperável, com redundâncias claras e melhoria da capacidade.
Questionado sobre uma possível mudança de marca, o ministro respondeu que chamar o sistema por outro nome sem mudar estruturas não faz sentido, e que a prioridade são redundâncias e capacidades técnicas.
O Governo aponta ainda para reforçar a relação com as juntas de freguesia, que permanecem próximas da população. O objetivo é evitar falhas similares às ocorridas no passado, garantindo resposta rápida e eficiente.
CIPO: coordenação e intervenção no terreno
Foi criado o Comando Integrado de Prevenção e Operações para reduzir o risco de incêndio rural, em resposta às tempestades de janeiro e fevereiro. A intervenção abrange 22 concelhos, a nascente de Leiria em direção ao interior.
A estrutura agrega várias entidades com valências na limpeza e preparação do terreno, liderada por Elísio Oliveira, da ANEPC. No terreno estão 1.500 operacionais e cerca de 400 equipamentos para limpar mais de 3 mil quilómetros de vias, aceiros e caminhos rurais.
O CIPO está já preparado para manter o trabalho ativo durante o verão, em contextos de dificuldades extremas no combate aos incêndios. O ministro enfatizou que o comando elimina entraves burocráticos e melhora a coordenação entre entidades.
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