Virgílio Antunes foi eleito presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) numa sessão realizada esta manhã, por meio de votação prevista pelo estatuto. Assume o cargo mantendo o compromisso de serviço à Igreja em Portugal.
O novo presidente enalteceu a gestão da direção cessante, onde atuava como vice-presidente, salientando que a Igreja não pode ignorar os temas que lhe dizem respeito e à sociedade. Atribuiu mérito à atual direção por promover harmonia entre bispos e pela atenção a dossiês relevantes.
Antunes afirmou que existem dossiês do tempo presente considerados fraturantes pela sociedade portuguesa, incluindo guerras e problemas sociais. O objetivo é definir caminhos que respondam a esses desafios com continuidade e aprofundamento.
O expetante é que o novo presidente comande a CEP na continuidade da missão da Igreja, assegurando presença, declarações e conhecimento da realidade. O foco está na cooperação com a sociedade e na comunicação da mensagem evangélica.
José Ornelas, que liderou a CEP até hoje, foi reconhecido pela sua gestão. O objetivo é manter a coesão interna da Igreja, com ênfase na evangelização, liturgia e na proteção de menores frente aos abusos.
O presidente de Coimbra sublinhou que a Igreja tem de atuar com abertura a diferentes perspetivas, mantendo-se atenta aos contributos de toda a sociedade. A Câmara Episcopalis reforçou a importância do diálogo com o conjunto dos cristãos.
A CEP confirmou a equipa de apoio à presidência: o arcebispo de Braga, José Manuel Cordeiro, surge como número dois. Como vogais do Conselho Permanente foram eleitos António Azevedo, António Moiteiro Ramos, Armando Esteves Domingues e José Traquina.
Ao longo da decisão, o patriarca de Lisboa, Rui Valério, integra o Conselho Permanente por inerência. A estrutura mantém a função de refletir sobre os caminhos da Igreja em Portugal perante os desafios atuais.
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