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SNS regista dependência de tarefeiros no máximo histórico

SNS bate recorde de tarefeiros com 5474 profissionais, 13,6% dos médicos, aumentando custos e o risco de colapso em urgências

SNS está cada vez mais dependente de tarefeiros
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O SNS encerrou o mês de março com 5474 tarefeiros e avençados, reforçando a dependência de contratação externa para manter as urgências hospitalares em funcionamento. A informação provém do Portal da Transparência do SNS e foi confirmada pelo JN.

No conjunto de trabalhadores do Estado, o SNS somou 161 386 profissionais em março de 2026. O crescimento não ocorreu nos quadros permanentes, mas no regime de prestação de serviços, com 5474 profissionais sem vínculo direto. Desses, 4681 são tarefeiros e 793 avençados.

Este valor representa um aumento face a 2025, quando havia 5166; em 2014, o SNS contava apenas 2112 prestadores de serviço. Em doze anos, o número de tarefeiros mais do que duplicou, destacando dificuldades em fixar médicos por contratos sem prazo indeterminado.

O peso na classe médica e custos

Em fevereiro de 2026, o SNS registava 33 838 médicos, entre especialistas e internos. Os tarefeiros representam cerca de 13,6% do contingente médico total, ou quase 14 em cada 100 médicos do SNS, contratados para assegurar turnos de urgência.

O custo por hora de um prestador em regime de tarefa costuma exceder o de um médico do quadro, gerando desequilíbrios orçamentais. A distribuição geográfica é desigual, com maior dependência nas unidades locais de saúde periféricas e nas grandes urgências de Lisboa e Porto.

A dependência de tarefeiros influencia diretamente valências como Ginecologia-Obstetrícia e Pediatria, que sem este contingente enfrentariam restrições de funcionamento. A situação evidencia desafios estruturais na atratividade de carreiras estáveis no setor público.

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