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Artemis II: os próximos passos da NASA rumo à Lua

NASA avança para Artemis III e IV visando uma base lunar, com demonstrações de módulos de alunagem e parcerias internacionais para presença humana contínua

Imagem da NASA mostra o pôr da Terra captado pela tripulação da Artemis II na segunda-feira, 6 de abril de 2026, durante um voo em torno da Lua
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Artemis II levou a humanidade a uma distância inédita da Terra, orbitando a Lua e captando imagens do lado oculto, além de observar um eclipse solar a partir da órbita lunar. A missão, que terminou com a aterragem da tripulação no entanto, já abriu caminho para o próximo capítulo do programa.

A NASA planeia já as etapas seguintes do programa Artemis. A agência vai acelerar a implementação de uma base permanente na Lua, com o objetivo de manter presença humana contínua após 2028. O foco recai sobre integração entre missões tripuladas, módulos de alunagem e infraestrutura de apoio.

Preparar a próxima alunagem

A Artemis III passa a ser uma missão de demonstração para testar módulos de alunagem da SpaceX e da Blue Origin. Os astronautas vão acoplar Orion a um módulo de alunagem em órbita baixa da Terra para certificar os sistemas antes de uma alunagem tripulada.

A Blue Origin prevê um teste do módulo Blue Moon ainda este ano, sem tripulação. A SpaceX, ligada ao foguetão Starship, tem enfrentado atrasos, com marcos decisivos ainda por cumprir. A NASA mantém planos de realizar uma missão de alunagem operacional eventual.

Depois da Artemis III, a NASA estima enviar uma missão à Lua anualmente. A Artemis IV, prevista para início de 2028, transferiria astronautas para um módulo comercial que levaria a superfície lunar.

Planos para uma base na Lua

Os primeiros passos incluem envio de rovers e instrumentos para estudar energia, comunicações e navegação no terreno lunar. Em fases posteriores, serão erguidas estruturas parcialmente habitáveis e abastecimentos regulares.

A colaboração com a JAXA envolve o desenvolvimento de um rover pressurizado para exploração tripulada. A NASA já assinou parcerias com Itália e Canadá e prevê ampliar contributos em habitação, mobilidade e logística.

Estas mudanças alinham o programa com a Política Espacial Nacional dos EUA, publicada em dezembro, que orienta a NASA a retornar astronautas à Lua, integrar operações comerciais e liderar a exploração espacial mundial.

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