Cerca de duas dezenas de pessoas manifestaram-se à porta do Aldi de Ramalde, no Porto, na sexta-feira, em protesto contra a decisão de transferir Paulo Lopes de Lisboa para a Invicta para manter o contrato de trabalho. O JN tentou contactar a empresa sem obter resposta até ao momento.
Paulo Lopes chegou ao Porto a 16 de março, disposto a deixar a sua vida 300 quilómetros para Norte para manter o posto de trabalho. Segundo a coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) do Porto, a empresa tem feito pressões para que o trabalhador se demita.
Segundo Inês Branco, o Aldi não facilita a sindicalização dos seus empregados e, além de ter apenas ajudado com uma habitação de forma limitada, pode retirar esse apoio caso entenda que o período entre a transferência e hoje foi suficiente para reorganizar a vida do trabalhador.
A coordenadora acrescenta que Paulo Lopes já trabalhou em várias lojas da rede sem problemas anteriores e que não é delegado sindical nem dirigente, apenas um sócio que pretende defender direitos laborais. A luta é descrita como necessária para expor práticas associadas a grandes empresas.
Situação no local
O JN contactou novamente o Aldi, sem resposta até ao momento. O protesto aconteceu à porta da loja, com intervenções que ressaltaram a importância de condições justas de transferência laboral e de apoio às mudanças de residência exigidas por mudanças de posto.
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