Um hacker invadiu um supercomputador na China e roubou uma grande volume de informações confidenciais, num alegado caso que pode ser o maior furto de dados no país. O ataque decorreu ao longo de seis meses, com os dados, agora, a ser comercializados online.
O conjunto de dados foi obtido no Centro Nacional de Supercomputação (CNSC), em Tianjin, gerido pelo Governo chinês e que trabalha para mais de seis mil clientes, entre eles agências científicas e de Defesa. Entre os ficheiros roubados estão informações de Defesa e esquemas de mísseis.
Segundo várias informações não confirmadas pelas autoridades, uma amostra foi partilhada online por um utilizador anónimo no Telegram. O resto do material está a ser vendido através de duas vias: uma pré-visualização por milhares de dólares ou acesso total por centenas de milhares de dólares.
Detalhes do ataque
Marc Hoffer, especialista em cibersegurança, disse ter contactado o alegado intruso, que alegou envolvimento em várias áreas, incluindo engenharia aeroespacial, investigação militar, bioinformática e simulações. O hacker afirmou ter acessado o supercomputador por meio de um domínio VPN comprometido e ter utilizado ferramentas automáticas para descarregar os dados ao longo de seis meses.
As autoridades chinesas não comentaram o incidente. Caso se confirme, o caso representa um golpe significativo para a segurança digital do país e evidencia vulnerabilidades em sistemas de alto desempenho.
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