A época do pólen começa mais cedo e estende-se por mais tempo na Europa, colocando os alérgicos perante um desafio crescente. A primavera traz temperaturas mais altas e dias mais longos, aumentando o pólen no ar e os espirros.
Astha Tiwari, cientista da Sciensano, explica que as árvores produzem pólen em ciclos: anos fortes vão alternando com anos fracos, o que influencia a intensidade da polinização. Energia necessária para o pólen é elevada para as árvores.
Estudos apontam que 40% da população europeia sofre de alergia ao pólen, com maior prevalência em áreas urbanas devido a poluição. Pesquisas indicam que as estações se alongam e começam mais cedo, possivelmente ligadas ao aquecimento global.
A cobertura de pólen tem aumentado ao longo de décadas, com mais espécies a apresentar picos de concentração. O dióxido de carbono e o calor favorecem o crescimento das plantas e a produção de pólen, prolongando a época de alergias.
O aumento das alergias pode afetar sono, bem-estar e desempenho académico ou profissional. Pesquisas sugerem que a exposição prolongada ao pólen eleva a sensibilidade ao alergénio, mesmo em níveis baixos.
Como reduzir a exposição
Aconselha-se manter janelas fechadas em dias de maior concentração de pólen. Para arejar, optar por horários de manhã cedo ou ao final do dia. Tomar banho ao regressar a casa ajuda a retirar o pólen.
Trocar de roupa após atividades ao ar livre também reduz a acumulação de pólen no vestuário. Em caso de utilização, lentes descartáveis são mais seguras que lentes reutilizáveis. Óculos podem evitar que partículas atinjam os olhos.
Zonas costeiras podem oferecer alívio para alérgicos, por menor fluxo de pólen e brisa marítima que reduz a concentração aérea. Em qualquer caso, medidas simples podem atenuar sintomas e melhorar a qualidade de vida.
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