Ao completar 50 anos da Constituição, a habitação continua entre os problemas mais graves para a população. Helena Roseta, associada histórica ao direito à habitação na Assembleia Constituinte, afirma que a democracia só se cumpre quando todos têm lugar para viver.
A Constituição permanece reconhecendo o direito à habitação. O artigo 65 sustenta que todos têm direito a uma habitação adequada, em condições de higiene e conforto, preservando a intimidade e a privacidade familiar. Roseta, hoje com 78 anos, não deixou de defender esse princípio.
A luta por habitação está longe de terminar. A posição de Roseta sustenta que mudanças económicas e políticas devem traduzir-se em políticas públicas eficazes, que garantam moradias dignas a quem mais precisa. A questão mantém-se central no debate público.
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