O governo abriu uma consulta pública sobre as aprendizagens essenciais, com impacto potencial no 12.º ano. A medida envolve a possibilidade de substituir a leitura obrigatória de José Saramago por outras opções, em Portugal. A consulta, iniciada a 27 de março, vai durar um mês e visa recolher contributos da comunidade educativa e de especialistas.
Proposta de revisão em consulta pública
O ministro da Educação explica que o processo é estritamente técnico e ainda não há decisão tomada. Saramago permanece reconhecido como referência literária nacional, mas o novo documento sugere que a leitura obrigatória possa ser substituída por escolhas entre várias obras.
A versão preliminar da revisão altera a obrigatoriedade no 12.º ano, passando a incluir Camilo Castelo Branco como autor obrigatório, com Saramago a manter-se como opção. A ideia é permitir que as escolas escolham entre três obras no total, com duas de Saramago e uma de Mário de Carvalho, conforme o documento em consulta.
A adoção da proposta está prevista apenas para o ano letivo 2027/28. O governo indica que haverá uma revisão adicional da matriz curricular, com avaliação do impacto de evoluções tecnológicas, incluindo a inteligência artificial, após esta fase.
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