A polícia israelita negou ao Patriarca Latino de Jerusalém e ao custódio da Igreja do Santo Sepulcro a entrada na igreja para a missa do Domingo de Ramos. O incidente ocorreu este domingo, no espaço do Santo Seplo, em Jerusalém, na sequência de restrições impostas por razões de segurança durante a guerra.
Segundo o Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa, os dois líderes foram detidos no trajeto privado e forçados a recuar, impedidos de celebrar a liturgia na Igreja do Santo Sepulcro pela primeira vez em séculos. O Governo autorizou o encerramento de locais sagrados na Velha Jerusalém Oriental.
A decisão decorre do reforço de medidas de segurança anunciadas no início da ofensiva liderada pelos EUA contra o Irão, que limitou grandes ajuntamentos, incluindo cerimónias religiosas, a cerca de 50 pessoas.
Reacções internacionais
As autoridades religiosas condenam o impedimento, considerando-o um precedente grave e uma falha em respeitar a sensibilidade de fiéis em todo o mundo que acompanham a Semana Santa em Jerusalém.
A UE e diversos países emitiram reacções de preocupação. A primeira ministra italiana classificou a situação como uma ofensa à liberdade religiosa, enquanto o chefe da diplomacia italiana informou ter acionado o embaixador de Israel.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português divulgou uma nota oficial manifestando reprovação, apelando às autoridades israelitas para garantirem a liberdade de culto. France e França também emitiram comentários oficiais.
Histórico demográfico: em 1948 os cristãos da região representavam mais de 18% da população da Terra Santa; hoje são menos de 2%, com maioria ortodoxa.
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