O ex-diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) António Gandra d’Almeida foi ouvido esta quinta-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM. Alegou que o INEM só funcionava com muitas horas extra e prestação de serviços, tal como o resto do SNS. A afirmação ocorreu durante o interrogatório no Parlamento.
Gandra d’Almeida afirmou que o INEM precisa de ajuda há algum tempo e que, se houvesse investimento em recursos humanos e materiais nos últimos anos, o funcionamento seria melhor. O depoimento centrou-se na necessidade de reforços para acompanhar a crescente operacionalidade.
O ex-diretor do INEM do Norte, que já foi diretor regional da instituição, referiu problemas de recursos humanos, instalações e equipamentos desatualizados. Segundo ele, não houve a atualização necessária para acompanhar o aumento da atividade do INEM.
Sobre georreferenciação, explicou que existe nas viaturas de emergência médica, mas nem todas as VMER dispõem desse recurso nem funciona em todas as ambulâncias. A seu ver, se todas as viaturas tivessem georreferenciação, a ativação seria mais simples.
Gandra d’Almeida respondeu ainda a questões sobre a greve no INEM em outubro/novembro de 2024. Disse ter tomado conhecimento da greve, mas não recorda como. Também afirmou que não tem memória de ter falado com o INEM sobre o impacto da paralisação.
Contexto institucional
O deputado Francisco Sousa Vieira (PSD) questionou o papel da DE-SNS na atuação do INEM face a falhas identificadas. A deputada Marina Gonçalves (PS) pediu esclarecimentos adicionais sobre responsabilidades na gestão do instituto público.
Entre na conversa da comunidade