O movimento de familiares da Escola Básica de Santa Clara, em Lisboa, junta-se na sexta-feira junto à escola para contestar obras previstas no perímetro escolar. O objetivo é criar um novo espaço para o Panteão Nacional, alegando impacto na segurança e no funcionamento da instituição durante a intervenção.
Os encarregados de educação dizem que a demolição prevista envolve trabalhos pesados num dos pátios da escola, com duração estimada de cinco meses. A mobilização aponta riscos para as crianças devido à presença de máquinas, ferramentas e trabalhadores nas imediações das aulas.
A obra repercute no dia a dia da escola, com áreas exteriores interditas, janelas entaipadas e aulas a decorrer em condições difíceis. Turmas foram deslocadas para espaços alternativos para cumprir o calendário escolar.
Resposta institucional e contexto
A Câmara Municipal de Lisboa informou que o projeto é promovido pelo Ministério da Cultura, com a ATL a liderar a obra para instalar bilheteiras do Panteão Nacional. A prefeitura afirma que os trabalhos são coordenados com a direção do agrupamento e que as medidas de segurança já estão definidas.
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