Uma nova flotilha para romper o bloqueio de Gaza parte de Barcelona a 12 de abril. A missão, com mais de 100 embarcações e cerca de três mil participantes, inclui portugueses. O objetivo é levar ajuda humanitária e cobrir denúncias de crimes na região, segundo os organizadores.
A iniciativa integra a campanha Flotilha Global Sumud, que já organizou uma expedição anterior de Barcelona, com cerca de 40 barcos intercetados por Israel. A nova missão tem apoio técnico e logístico da ONG espanhola Open Arms.
A flotilha é descrita como a maior já enviada rumo a Gaza. O grupo aponta médicos, educadores, profissionais da construção e investigadores de crimes de guerra entre os componentes da missão.
A conferência de imprensa ocorreu no Parlamento da Catalunha, com a participação de Saif Abukeshek, Gerard Canals e Ariadna Masmitjà, acompanhados por representantes de vários partidos catalães.
Detalhes da missão
Barcelona será o porto de partida, com parte das embarcações a zarpar da cidade e outras a juntar-se ao longo do percurso pelo Mediterrâneo. Além do transporte, a expedição inclui apoio logístico no terreno.
Um comboio terrestre está programado para partir da Mauritânia a 10 de abril. O objetivo é reforçar a entrega de ajuda e facilitar as operações de apoio a Gaza.
Participação portuguesa
Entre os envolvidos está o ativista Nuno Gomes, que viaja de Portugal até Barcelona. Gomes é porta-voz do Thousand Madleens to Gaza Ibérica e planeia angariar fundos para adquirir mais barcos e material.
Gomes indicou que mais cidadãos portugueses podem juntar-se à iniciativa durante o percurso, reforçando a mobilização de donativos para a causa humanitária.
Contexto e contexto histórico
A primeira flotilha Global Sumud ocorreu entre agosto e outubro de 2025, contando com figuras portuguesas e internacionais. Organizações associadas já tentaram ações similares para abrir corredores humanitários em Gaza.
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