O Governo pretende instalar mais 12 radares de velocidade média nas estradas portuguesas até ao final do ano. A medida integra a estratégia de reforço da gestão de tráfego e de prevenção de acidentes, anunciada pelo secretário de Estado da Proteção Civil.
A avaliação sobre a localização dos novos equipamentos está a cargo da ANSR, com foco nos pontos críticos identificados na rede viária nacional. A ideia é que os radares atuem como prevenção, promovendo o cumprimento das regras de circulação.
A cerimónia de assinatura do protocolo para reduzir a sinistralidade decorreu nas instalações da Lusoponte, concessionária das travessias sobre o Tejo, entre a ANSR e a Lusoponte. O envelope é o projeto Visão Zero.
Protocolo Visão Zero e objetivos
O protocolo visa atingir zero vítimas mortais e zero feridos graves em 2050, com uma meta intermédia de reduzir em pelo menos 50% as vítimas mortais e feridos graves até 2030, com base nos dados de 2019. O objetivo passa por mudanças profundas na gestão das estradas.
Questionado sobre a expansão dos radares, o responsável sublinhou que a localização ainda depende da ANSR, entendendo-a como ajuste técnico para identificar pontos críticos. A expansão foca a redução da sinistralidade.
Rui Rocha destacou o papel da inteligência artificial na melhoria do controlo de tráfego e na prevenção de acidentes, mencionando contactos com a área da digitalização para incorporar inovação tecnológica nestes sistemas.
Ele reforçou que o comportamento dos condutores continua determinante, recordando que o excesso de velocidade está associado a uma parte relevante das mortes. O uso de telemóvel ao volante também é citado como fator de risco.
Situação atual dos radares
Já entraram em funcionamento 12 radares de velocidade média em 1 de setembro de 2023. Atualmente, operam em quatro auto-estradas, mais as vias nacionais: A1, A25, A3 e A42; Nacional 10, 109 e 211; IC19 e IC2. O objetivo é ampliar o controle para novos corredores.
A política atual inclui o reforço da monitorização com IA e a integração de dados para priorizar áreas com maior risco. A iniciativa aponta para uma redução efetiva de acidentes com base em dados e ações preventivas.
A expansão projeta-se como complemento a intervenções já em curso pela Lusoponte, que tem registado ganhos na redução de sinistralidade. As ações mantêm foco no objetivo de diminuição de fatalidades e feridos graves.
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