O cancro colorretal é o tumor com maior incidência globalmente em Portugal. Este mês de março foca a sensibilização para o rastreio, indicado a partir dos 50 anos, mesmo na ausência de sintomas. O objetivo é reduzir diagnósticos tardios.
A médica Anabela Barros, diretora do Serviço de Oncologia da ULS de Coimbra, explica que fatores de risco são diversos. Doenças inflamatórias intestinais, historial familiar e hábitos diários elevam a probabilidade de desenvolver a doença.
O rastreio é essencial para diagnóstico precoce. O teste do sangue oculto nas fezes, simples e indolor, envolve três amostras recolhidas em dias diferentes. Pode revelar anomalias mesmo sem sinais clínicos.
Os tumores podem surgir no cólon direito ou esquerdo. No direito, o sangramento pode passar despercebido, levando à anemia sem alterações claras de hábitos. No esquerdo, o sangramento é mais visível e surgem cólicas e obstruções precoces.
Pólipos benignos (adenomas) podem evoluir para cancro. A doença pode disseminar-se para gânglios linfáticos e depois para o fígado ou pulmões, configurando metástases. A detecção precoce facilita opções de tratamento.
O rastreio, pedido nos cuidados primários, identifica irregularidades e pode levar a uma colonoscopia quando há sangue nas fezes. Os pólipos removidos são depois analisados para confirmar benignidade ou malignidade.
O tratamento é personalizado e discutido numa reunião multidisciplinar. Cirurgia, radioterapia e quimioterapia são opções, com moléculas direcionadas e imunoterapia em casos metastizados. Em estágios iniciais, a taxa de cura em cinco anos é superior a 80%.
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