A África enfrenta um aumento nos custos da energia solar devido ao fim de incentivos chineses para importação de painéis. A China anunciou o fim do reembolso de IVA nas exportações, com aplicação a partir de 1 de abril, e a retirada gradual de apoios à produção de baterias até 2027. A consequência prevista é uma subida gradual dos preços, sem choque abrupto, no seu conjunto.
Especialistas apontam que a maior parte dos componentes vem da China, o que pode traduzir-se em custos acrescidos face aos regimes atuais. Além disso, o aumento poderá incluir despesas logísticas e de transporte, especialmente em áreas com dependência elevada de importações chinesas. Mesmo assim, a energia solar continua entre as opções mais baratas no continente.
A África já enfrenta custos mais elevados de equipamento solar comparativamente a outras regiões, devido a custos de transporte, volumes menores e tarifas. O impacto é visto como gerível a nível regional, apesar de alterações nos preços afetarem projetos de maior escala. A transição para renováveis mantém-se uma prioridade energética na região.
A importância do armazenamento de energia, especialmente baterias, pode ficar mais exigente. O fim dos incentivos poderá tornar mais caros os sistemas que combinam painéis com baterias, que asseguram fornecimento fiável além do dia. Em África, a viabilidade de projetos depende também da capacidade de produção local.
Alguns especialistas enfatizam que as baterias são determinantes para a estabilidade do fornecimento. Mesmo com custos de módulos mais altos, a tendência de redução de preços dos painéis mantém-se, sustentando a competitividade da solar frente a outras fontes, como o gasóleo.
O marginal aumento de custos não deverá inviabilizar a eletrificação, segundo a análise de analistas do setor. Países que investirem na industrialização local de componentes poderão mitigar os efeitos dos ajustes chineses e manter o ritmo de expansão renovável.
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