- OPEP+ aprovou um aumento conjunto de produção de 188 mil barris por dia para agosto, quinto aumento mensal consecutivo.
- Os sete países implicados são Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Oman, mantendo a possibilidade de ajustar conforme as condições de mercado.
- Arábia Saudita e Rússia ficam com a maior fatia do aumento, acrescentando 62 mil barris por dia cada uma.
- Os preços do petróleo recuaram para perto dos níveis pré‑guerra, com Brent abaixo de 72 dólares por barril e WTI próximo de 68 dólares.
- A recuperação está associada a sinais de paz e à passagem segura pelo estreito de Ormuz, com novo encontro previsto para 2 de agosto.
Sete produtores da OPEP+ anunciaram este domingo um aumento conjunto da produção de 188 mil barris por dia (bpd) em agosto. A medida, tomada numa reunião virtual, envolve Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Oman. É a quinta subida mensal consecutiva, dentro de uma reversão gradual dos cortes anunciados em 2023.
Arábia Saudita e Rússia respondem sozinhos pela maior fatia do aumento, cada uma acrescentando 62 mil bpd. O grupo explicou que a decisão visa acompanhar as condições de mercado e manter a estabilidade, mantendo uma abordagem cautelosa face às incertezas globais.
Mercado e preços
Enquanto o Brent caía para níveis anteriores à guerra, abaixo de 72 dólares por barril na abertura das negociações, o WTI situava-se em cerca de 68 dólares. A evolução está associada a sinais de avanço rumo a uma paz mais estável e à passagem de navios no estreito de Ormuz.
O estreito de Ormuz tem visto recuperação do tráfego, mas permanece abaixo dos níveis pré-conflito. Teerão avisou que petroleiros fora das rotas aprovadas podem enfrentar respostas. Analistas apontam que a normalização completa pode levar tempo.
Perspetivas de produção e impacto
Durante grande parte do conflito, o aumento da produção ocorreu maioritariamente na teoria do que na prática, devido a restrições de capacidade e armazenamento. A reabertura gradual liberta quotas não utilizadas, pressionando os preços para baixo.
Analistas da S&P Global Energy apontam que a recuperação da produção no Golfo pode demorar até ao primeiro trimestre de 2027. O impacto económico para consumidores e faturas de combustível pode prolongar-se para além de um acordo formal de paz.
Sete países indicaram que podem suspender ou inverter o aumento dependendo das condições de mercado. A próxima reunião do grupo está agendada para 2 de agosto.
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