As associações académicas defenderam, nesta segunda-feira, uma maior representação estudantil nos órgãos de governo das universidades no âmbito da revisão do regime jurídico das instituições. Alega-se que qualquer reforma deve colocar os alunos no centro do processo.
Os representantes dizem que a mudança chegou, mas só faz sentido se os estudantes ficarem no centro das decisões. Criticam a proposta governamental que pode reduzir a participação estudantil nos órgãos de governação.
Na véspera do Dia Nacional do Estudante, lembram a revisão em curso e a possível redução da representação nos órgãos de governo, segundo o Governo. A proposta sugere eleição direta para o reitor com participação de quatro grupos.
De acordo com a proposta, cada corpo eleitoral tem pelo menos 10% de peso na decisão, cabendo às instituições definir a representatividade de cada um. As associações criticam a flexibilidade oferecida pelo texto.
As organizações que integram o Conselho de Associações Académicas Portuguesas e a Federação Académica de Lisboa apontam que a reforma só faz sentido se resolver problemas dos estudantes. Pedem respostas reais e decisões estudantis.
Elas ainda questionam a anunciada descongelação de propinas e apontam falhas na rede de alojamento estudantil e na atuação do sistema de ação social, segundo as próprias entidades.
Manifestação Nacional
No Dia Nacional do Estudante, terça-feira, os estudantes vão sair à rua para uma mobilização nacional em Lisboa. O objetivo é exigir ensino gratuito, mais alojamento e melhores condições de estudo.
A manifestação está marcada para começar às 14h30 no Rossio e seguir até à Assembleia da República, com a participação de estudantes de várias regiões.
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