O número de casos de meningite B no surto em Kent, no Reino Unido, caiu para 29, após uma reclassificação laboratorial. O recorte anterior indicava 34 casos. As duas mortes associadas permanecem confirmadas.
A UK Health Security Agency (UKHSA) explica que alguns casos inicialmente considerados confirmados foram reclassificados com base em novos resultados de laboratório e investigações clínicas. Espera-se que outras reavaliações ocorram à medida que novas análises são concluídas.
A UKHSA mantém vigilância acentuada e trabalha com o NHS England e autoridades locais para assegurar resposta rápida quando novas ocorrências surgem. O surto está ligado a uma discoteca de Canterbury, onde se suspeita de um caso envolvendo meningite B.
Medidas de resposta e vacinação
Universidade de Kent tem distribuído máscaras e antibióticos aos estudantes. O governo anunciou que os alunos terão acesso à vacina contra meningite B. A vacinação é recomendada como proteção a longo prazo, com antibióticos preventivos como medida imediata mais importante.
Quem já regressou a casa pode receber vacinação e antibióticos preventivos através do médico de família. A autoridade de saúde lembra que o risco para o público em geral continua baixo, mas é essencial reconhecer sintomas da meningococical invasiva e procurar atendimento médico imediato se surgirem.
Contexto técnico
A meningite envolve inflamação das meninges, membranas que envolvem cérebro e medula. A estirpe responsável no surto é meningite B, que tende a ser mais grave do que formas virais. A doença transmite-se por contacto próximo, como tosse, beijo ou partilha de utensílios.
A vacinação rutinária de meningite B no Reino Unido começou em 2015 para bebés. Crianças nascidas antes de 1 de maio de 2015 não têm direito à MenB, salvo exceções clínicas. O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças classifica o risco para a população da UE/EEE como muito baixo.
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