A Fenprof entregou nesta sexta-feira na residência oficial do primeiro-ministro milhares de postais recolhidos ao longo de duas semanas em escolas de todo o país. A ação visa exigir valorizar a carreira docente e reforçar o investimento na escola pública.
Antes de chegar ao palácio de São Bento, o conjunto de educadores formou um cordão humano a partir do Jardim da Estrela, em Lisboa. A federação ressalta, num comunicado, a necessidade de medidas estruturais para atrair profissionais e assegurar o futuro da escola pública, num contexto de dificuldades de recrutamento, envelhecimento do corpo docente e deterioração das condições de trabalho.
Os postais, recolhidos entre 19 de fevereiro e 4 de março, integram a caravana nacional com o mote Somos Professores. Durante duas semanas a Fenprof esteve em escolas de todo o país para debater problemas considerados centrais para a falta de professores.
Em Vila Real, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirmou aos jornalistas que o Governo está a responder aos problemas da educação e que o foco é melhorar a escola pública, não responder a uma frente sindical. O ministro acrescentou que há desafios, mas existe investimento significativo.
Sobre a qualidade das refeições escolares, o ministro disse desconhecer um estudo recente da Ordem dos Nutricionistas que contesta a viabilidade de refeições equilibradas com os valores pagos. Manifestou abertura para conhecer o estudo, se houver. Reconheceu também que o valor transferido ao 1.º ciclo é baixo e precisa de atualização.
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