A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, apelou às grávidas para serem acompanhadas e terem os bebés no Serviço Nacional de Saúde (SNS), devido à falta de segurança associada aos partos realizados em condições caseiras. A intervenção ocorreu após a divulgação de um relatório da Expresso, citando dados da Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras.
Ao longo dos últimos sete anos, 1.207 grávidas teriam optado por ter os filhos fora do hospital. Dessas, 220 acabaram por ser transferidas para uma urgência, com maior incidência durante a fase ativa do parto (71,62%). A ministra afirmou que partos classificados como normais ou gravidezes de baixo risco podem tornar-se de forma súbita em situações que exijam cuidados hospitalares.
Ana Paula Martins realçou que o SNS deve acompanhar todas as grávidas do país, mantendo Portugal entre os países com mortalidade infantil e materna entre os melhores da Europa. A responsável destacou que a segurança no parto é essencial e que a medida está ligada à melhoria de estruturas de apoio.
Medidas de segurança no parto
A governante mencionou a criação de urgências externas centralizadas de Ginecologia e Obstetrícia, com equipas robustas para responder às necessidades das grávidas. O objetivo é reforçar a vigilância e reduzir transferências não planeadas durante o parto, mantendo o acompanhamento adequado no SNS.
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