Ormuz, a ilha situada no estreito que liga o Golfo Pérsico ao mar da Arábia, teve a sua importância estratégica reconhecida já no século XVI. O domínio português na ilha estendeu-se por mais de um século, vinculado à expansão do reino pela Ásia e ao controlo de rotas comerciais-chave.
A região, passagem que abriga cerca de 20% da produção petrolífera mundial, foi o centro de uma estratégia portuguesa para dominar o comércio entre o Golfo Pérsico, a Índia e a África. O historiador Rui Manuel Loureiro explica como Ormuz funcionava como protetorado da coroa portuguesa.
A chegada, o controlo e o declínio
Em 1507, os portugueses chegaram a Ormuz e, sob Afonso de Albuquerque, consolidaram o domínio em 1515, mantendo até 1622. Durante esse período, a ilha alojou fortificações que serviam de peça central no comércio de luxo entre os mercados persa, árabe e indiano.
A gestão portuguesa resultou de um acordo com as autoridades persas, aliado a uma superioridade marítima e ao pagamento de taxas que asseguravam a presença na ilha. O regime manteve-se também durante o domínio espanhol de Portugal, como parte de alianças regionais contra adversários comuns.
A retirada de Ormuz ocorreu após uma frente entre persas e ingleses, com apoio naval otomano, que cercou a ilha e levou à rendição portuguesa. A aldeia perdeu repentinamente a relevância estratégica que detinha no passado.
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