No campo de refugiados iranianos mais antigo do Curdistão iraquiano, o silêncio impera entre residentes. O medo domina a rotina diária, com idosos a definhar e a esperança de regresso a partir. A osservação segue-se ao longo de uma estrada poeirenta.
À beira da estrada, um pastor tranquilo vigia o rebanho; do outro lado, o bazar acende-se de vida. Em Ramadão, Erbil volta à rotina, mas o campo de Kawa permanece marcado pelo temor e pela desconfiança entre vizinhos e visitantes.
Conforme as perguntas surgem, a reação é de reserva. Famílias que observam o tempo passar à entrada de casas que antes eram barracas do ACNUR pedem silêncio. Não confirmam nem desmentem rumores sobre novos refugiados.
Os moradores dizem uma hospitalidade que já foi típica da região perdeu espaço. Muitos evitam falar sobre rumores de retorno ao Irão caso o regime mude, citando incerteza e receio de retaliações.
Em Kawa respira-se medo. A comunidade curda local, a quem a convivência já foi marcada pela solidariedade, vê o tecido social estremecer diante de notícias não confirmadas e da incerteza sobre o futuro.
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