Nove homens e três mulheres vão a julgamento por agressões ocorridas no serviço de Urgências do hospital de Famalicão, em fevereiro de 2022. Os arguidos, todos familiares, terão atacado dois enfermeiros e um vigilante após insinuação de atendimento imediato a uma familiar. O processo chega agora ao tribunal, com a acusação já formulada pelo Ministério Público em setembro de 2024.
Segundo a acusação, os indivíduos teriam irrompido nas urgências em busca de atendimento rápido, intimidando e entrando de rompante no serviço. Ao pedir que aguardassem o registo, um dos enfermeiros foi alvo de agressões com socos, pontapés e barras metálicas retiradas de suportes de soro.
O ataque continuou quando chegaram os restantes arguidos. Um enfermeiro tentou refugiar-se numa sala, mas foi alcançado e agredido, com a cabeça a receber impactos repetidos. Uma das barras foi utilizada para golpear o enfermeiro em várias zonas do corpo, inclusive na cabeça, enquanto outra arguida o atingiu de cima para baixo.
O vigilante também foi vítima de agressões com um ferro de suporte. Uma enfermeira que tentou intervir foi encurralada, recebendo pontapés e golpes com barras de suporte de soro. Mesmo após a tentativa de separação dos agressors, as agressões prosseguiram antes de os arguidos fugirem do local.
Detalhes do caso
A ocorrência, que terá ocorrido no serviço de Urgências, ficou registada apenas em setembro de 2024, quando o MP apresentou a acusação. O processo envolve doze arguidos, todos familiares, com idades entre 26 e 48 anos. O júri ainda não tem data marcada para a chamada, mas o julgamento deverá seguir os próximos passos processuais.
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