A falta de profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS) mantém-se como um dos seus maiores desafios. As carências estendem-se a várias áreas, sem depender apenas do número de formados, mas de estratégias de retenção.
De acordo com o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, não é possível apontar um número exato de médicos em falta, devido à ausência de uma avaliação do Ministério da Saúde. As necessidades variam por especialidade, território e nível de cuidado.
Já o bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, apresenta números preocupantes: faltam cerca de 30 mil enfermeiros. Além disso, afirma que metade dos recém-licenciados pretende emigrar, solicitando declaração à Ordem para esse fim.
Retenção e impactos
A situação aponta para falhas nas estratégias de retenção de profissionais, que influenciam a capacidade de resposta do SNS. Perdas de profissionais podem afetar serviços básicos, tempos de espera e qualidade de atendimento.
Considera-se que as pressões salariais, condições de trabalho e oportunidades de carreira influenciam o movimento de profissionais entre o setor público e o privado, bem como decisões de migração.
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