Nos primeiros dias da Green Growth Summit, em Bruxelas, Simon Stiell alerta que a dependência de combustíveis fósseis compromete a segurança e a soberania nacionais. As renováveis surgem como alternativa mais estável e barata a médio prazo.
Segundo o responsável da CQNUAC, os preços da eletricidade e do gás subiram desde o início da crise provocada pela guerra contra o Irão, em 28 de fevereiro. O estreito de Ormuz continua a influenciar o abastecimento mundial.
Mesmo com as renováveis a ultrapassar os fósseis no último ano, a Europa mantém uma elevada dependência de importações de combustíveis fósseis, afirma Stiell. A Espanha é citada como exemplo de maior resiliência por investir em energia verde.
Contexto energético da UE
A cimeira reúne ministros do Clima e do Ambiente, empresas e investidores para acelerar a transição a uma economia com baixas emissões. Espera-se ainda a reunião dos ministros da Energia da UE em Bruxelas.
Deslocação de políticas energéticas
Depois da invasão da Ucrânia pela Rússia, muitos países reabriram centrais a carvão e investiram em gás natural liquefeito. O objetivo foi assegurar abastecimento, mas manteve-se a dependência de combustíveis fósseis.
Benefícios económicos das renováveis
A Comissão Técnica Independente CCC indica que a neutralidade carbónica até 2050 pode ter custo inferior ao impacto de choques futuros nos combustíveis fósseis. A transição reduz impactos económicos de crises.
Impactos sociais e ambientais
Stiell afirma que as renováveis reduzem a volatilidade dos preços, criam empregos e diminuem a poluição. A energia verde protege a saúde pública e pode mitigar fenómenos climáticos extremos.
Conclusão informativa
A líder de estratégia da CQNUAC reforça que depender de importações fósseis deixa a Europa vulnerável a crises. A transição para renováveis é descrita como mais barata, segura e rápida de implementar.
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