A Inspeção-Geral da Educação encerrou as averiguações à ACE, a escola artística fundada por António Capelo, no Porto. O processou foi arquivado por não haver indícios suficientes para confirmar as denúncias. O despacho foi emitido a 29 de dezembro de 2025.
As investigações tinham aberto em setembro de 2025, após denúncias públicas de assédio sexual e moral apresentadas por antigos alunos. Descreviam condutas ao longo de vários anos, com alegadas ligações a menores. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público.
Capelo negou qualquer conduta imprópria e escreveu que os gestos de proximidade tinham caráter pedagógico. Paralelamente, abriu uma queixa-crime contra a página de Instagram que divulgou os relatos.
A ACE cessou o vínculo de Capelo com a escola, e a direção cessante apresentou a demissão. O cargo de gestão passou a ficar apenas com a equipa provisória até à eleição.
Nova direção aposta em prevenção e reconstrução da confiança
A ACE elegeu nova direção a 12 de fevereiro de 2026, liderada por Inês Barbedo Maia, Lola Sousa e Liliana Moreira. As novas responsáveis vão conduzir o projeto artístico e pedagógico.
Pretendem implementar códigos de conduta, formação e procedimentos internos para prevenir abusos. A prioridade é criar mecanismos de proteção e assegurar a segurança de toda a comunidade educativa.
A direção sublinha a valorização de docentes, funcionários e alunos, o reencontro com antigos estudantes e a recuperação da reputação da escola. Também visam fortalecer parcerias para manter a ACE como espaço de ensino artístico seguro.
Entre na conversa da comunidade