Profissionais de saúde da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga entraram em greve nesta sexta-feira para exigir o estacionamento gratuito no Hospital de Braga. A manifestação ocorreu no exterior da unidade de saúde, com o objetivo de reduzir o custo anual com estacionamento, considerado elevado pelos sindicatos.
A derrota de custo anual é de cerca de 612 euros por trabalhador, segundo a Posição dos sindicatos. A denúncia aponta que não há alternativa viável de transportes públicos e que o estacionamento não é custeado pela administração hospitalar, aumentando o encargo para quem trabalha no hospital.
A adesão à greve foi forte, com apenas uma das 12 salas do bloco operatório a manter atividade. Também houve constrangimentos em consultas e internamentos, refletindo o impacto da paralisação na prática clínica diária.
Perfil de quem está envolvido
Além da greve promovida pelo Sindicato dos Médicos do Norte (SMN), integram o movimento o SITEU, o SEP, o STFPSN e o STSS, com apoio de profissionais de enfermagem e técnicos superiores de saúde. Manifestação à entrada do hospital reuniu trabalhadores e utentes.
Contexto financeiro e organização do hospital
O custo mensal de estacionamento no Hospital de Braga é de 51 euros cobertos e 36 euros em áreas descobertas. O aumento recente foi mínimo: subiu 1 euro neste último ano, mantendo-se acima de custos acessíveis para muitos funcionários. O hospital funciona numa gestão pública desde 2019, após um PPP que terminou, mantendo o parceiro privado a gerir instalações e estacionamento.
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