O Comissário Europeu para a Saúde e Bem-Estar dos Animais, Olivér Várhelyi, reuniu-se em Chipre com o presidente da República cipriota e representantes do setor pecuário para discutir a febre aftosa e as medidas de gestão. O objetivo é assegurar a aplicação rigorosa das regras da UE no tratamento do surto.
A primeira reunião ocorreu no Centro de Coordenação de Investigação e Salvamento de Larnaca, com o ministro da Agricultura e agricultores afetados. Seguiu-se uma sessão alargada com organizações de agricultores, funcionários governamentais e veterinários.
Michael Lytras, presidente do PEK, o maior sindicato de agricultores, participou e informou que o regulamento pertinente deve ser cumprido sem derrogação. A UE também reiterou o apoio financeiro previsto para este tipo de casos.
O programa de contactos levou o Comissário a Nicósia, onde reuniu-se com representantes de partidos políticos para partilhar informações sobre a evolução da doença e as medidas em curso.
Medidas e orientações
Várhelyi manteve uma reunião com o presidente Nikos Christodoulides para acompanhar a situação em Chipre e confirmar o apoio da UE, incluindo fornecimentos e medidas para controlar a epidemia. As ações indicadas são preventivas e restritivas, até confirmação de contenção.
Entre as medidas, o comissário destacou a necessidade de abatimento de animais nas explorações atingidas, com destino da carne e do leite a destruição. Foi sublinhado o estabelecimento de um perímetro de três quilómetros em redor das áreas afetadas.
Foi lançado um apelo para evitar deslocações às zonas impactadas, com recomendação de não participar em protestos ou entrevistas. A preocupação central é reduzir o risco de transmissão do vírus, que pode ocorrer por vias simples como vestuário ou calçados.
Caso haja necessidade de manter a produção, a solução sugerida inclui vacinação de animais para reduzir a carga viral no ar, antes de proceder ao abate, para mitigar o risco de dispersão do vírus.
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