Na segunda-feira registou-se uma explosão junto à sinagoga de Liège, na Bélgica. O incidente ocorreu no exterior do edifício histórico do século XIX, que serve também como museu da comunidade judaica. A polícia investiga alegações de terrorismo.
O Ministério Público Federal abriu uma investigação sobre potenciais ligações terroristas ao ataque. Não há confirmação de responsabilidades, mas o evento é classificado como ato suspeito de terrorism.
Um presumível contrabandista de armas associado ao Hamas foi detido numa operação em Chipre. As autoridades nacionais indicaram que as armas visavam apoiar ataques contra instituições israelitas ou judaicas na Alemanha e na Europa.
Ameaça ampliada e contexto regional
Em 7 de outubro de 2023, o Hamas realizou um ataque contra Israel. Seguiu-se uma retaliação dos EUA e de Israel ao Irão em fevereiro de 2026, num quadro de intensificação do conflito no Médio Oriente. A situação alimenta temor de ataques na Europa.
Lorenzo Vidino, especialista em extremismo, refere que as ameaças aos judeus e israelitas na Europa aumentaram nos últimos dois anos e meio. Aponta para uma radicalização que abrange tanto online como offline.
Hans-Jakob Schindler, da CEP, alerta para uma nova vaga de radicalização após o agravamento no Médio Oriente. Observa que grupos jihadistas, o Irão e a Rússia já estiveram envolvidos em ataques recentes.
Panorama de incidentes na Europa
No último período, oito ataques ou tentativas ocorreram em maio de 2024 na Alemanha, incluindo ações contra embaixadas e sinagogas. Em setembro de 2024, um suspeito islamista abriu fogo num consulado israelita em Munique.
No Reino Unido, houve um aumento de incidentes contra instituições judaicas. O CST reporta 562 ocorrências entre 2023 e 2025, com mortes em Manchester no outono de 2025.
O Azerbaijão também foi afetado, com desmantelamento de planos atentatórios ligados ao Irão contra instituições judaicas. Investigadores indicam que o Irão pode ampliar o alcance de ataques.
Perspectivas de segurança e coordenação
Especialistas destacam a necessidade de vigilância reforçada nas redes sociais e nos serviços de mensagens, onde ocorre muita radicalização e coordenação de atentados. O diálogo entre governos permanece essencial para respostas rápidas.
Rebecca Schönenbach, consultora antiterrorista, sublinha que o perigo persiste por redes bem organizadas apoiadas pelo Irão. O objetivo é evitar ataques a alvos israelitas, judeus e símbolos ocidentais.
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