Durante o parto, Neydjane Pinto, 25 anos, teve uma compressa vaginal deixada dentro do corpo por quatro dias. O nascimento ocorreu na sexta-feira passada, no Hospital Distrital de Santarém, sem intercorrências graves com o bebé.
A paciente sofreu dores intensas, não se conseguia sentar nem urinar e teve febre. O parto ocorreu com a intervenção de uma médica estagiária, sob supervisão de um médico, e a sutura foi concluída apenas pela manhã por uma enfermeira que entrou na altura adequada.
Foi-lhe prescrito apenas paracetamol e teve alta no domingo, dia 8, sem realização de exames. Em casa, no Cartaxo, as dores aumentaram e a febre manteve-se, dificultando também a amamentação.
Na terça-feira, 10, por volta das 14h, a mulher sentiu que ao fazer força para urinar saiu parte da compressa, que apresentava odor. O marido contactou o 112. Um socorrista aconselhou deslocar-se ao hospital por suspeita de infeção.
O Hospital Distrital de Santarém abriu um inquérito interno sobre o sucedido. A instituição não forneceu mais detalhes no momento sobre as causas ou medidas disciplinares. Neydjane reside em Portugal há três anos e é brasileira.
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