Mais de metade dos portugueses não dorme as horas recomendadas, um défice que o coloca entre os principais problemas de saúde pública. O Dia Mundial do Sono, celebrado na sexta-feira, é para alertar a população.
O pneumologista Joaquim Moita afirma que mais de 50% dorme menos de sete horas diárias, o mínimo para adultos. Entre 18 e 65 anos, a sugestão é de sete a nove horas por noite.
Atribui a insuficiência a fatores socioeconómicos e a hábitos culturais, como acordar cedo para trabalho ou estudo, junto com o consumo de televisão e atividades até tarde. As crianças também sofrem com horários curtos.
Problema de saúde pública
A insuficiência de sono aumenta o risco de diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares, incluindo enfarte, arritmias e insuficiência cardíaca. O especialista sublinha a necessidade de estudo sobre quantidade e qualidade do sono.
Defende melhores apoios na rede de saúde, sugerindo maior envolvimento da Medicina Geral e Familiar. O acesso a cuidados na área é ainda apontado como entrave para o diagnóstico e tratamento.
Dispositivos de monitorização do sono, como smartwatches, podem ajudar, mas não substituem consulta médica nem exames específicos. Há interesse público em avaliar a utilidade clínica dessas tecnologias.
Caminhos e campanhas
A APS associou-se à campanha global World Sleep Society para o Dia Mundial do Sono, com o mote Dormir bem para viver melhor. A associação destaca a importância de horários regulares para recuperação física e cognitiva.
Entre na conversa da comunidade