A Anthropic processou o governo dos EUA, alegando uma campanha ilegal de retaliação após a empresa recusar permitir uso militar irrestrito da sua IA. O processo acusa o Pentágono de classificar a empresa como risco à cadeia de abastecimento e de apoiar a ordem presidencial para interromper o uso do Claude.
O litígio foi apresentado na justiça federal. A Anthropic alega violação da liberdade de expressão e afirma que não há base legal para as ações tomadas. A defesa sustenta a legalidade das medidas, que passaram a ser contestadas judicialmente.
Os responsáveis da Anthropic destacam que desejam manter restrições para evitar vigilância em massa e uso em armas autônomas, argumentando que essas salvaguardas são essenciais para uso responsável da tecnologia. O governo não comentou o processo, citando litígio em curso.
Desdobramentos e respostas oficiais
O Pentágono informou que a Anthropic foi considerada um risco para a cadeia de abastecimento após negociações entre as partes. O anúncio ocorreu pouco antes de declarações públicas de figuras próximas do governo sobre o tema.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, contestou publicamente a posição de uma rival no setor. Em externo, a OpenAI assinou um acordo de colaboração com o Pentágono pouco tempo depois, o que gerou críticas de alguns intervenientes do setor.
Pouco após o acordo, a OpenAI anunciou a demissão de uma diretora da divisão de Robótica, citando preocupações éticas sobre a parceria com o Pentágono. A executiva ressaltou a necessidade de salvaguardas robustas, incluindo supervisão judicial e autonomia humana.
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