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Marcelo diz ter decidido por sentimento colectivo, apesar de desafios católicos

Presidente recorda dilemas como católico, mas diz ter decidido segundo o "sentir coletivo" em temas como eutanásia e maternidade de substituição

Marcelo lembra desafios como católico mas afirma que decidiu em função do "sentir colectivo"
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  • Marcelo Rebelo de Sousa lembrou os desafios que enfrentou como católico durante os seus mandatos, destacando “clivagens culturais” em temas como a eutanásia e afirmando ter decidido segundo o que entendia ser o “sentir colectivo”.
  • As declarações foram feitas na Embaixada de Portugal junto da Santa Sé, depois de um encontro com o Papa Leão XIV no Vaticano.
  • Começou o primeiro mandato com uma cerimónia ecuménica e, antes de cessar funções, haverá outra no começo de março, com 32 igrejas e confissões.
  • Admitiu haver imensas coisas que não pôde fazer por falta de tempo, de ocasião ou por prioridades, sem apresentar exemplos.
  • Destacou que o fim do primeiro mandato teria sido diferente sem a pandemia e que não teria sido candidato a um segundo mandato se não houvesse a covid-19; mencionou ainda temas culturais, crises sociais e económicas, a troika, pandemia, guerra e a reorganização do panorama religioso português como desafios.

Marcelo Rebelo de Sousa recuou hoje os principais desafios enfrentados ao longo dos seus mandatos enquanto presidente de Portugal, referindo clivagens culturais em temas como a eutanásia. O chefe de Estado explicou que as decisões foram tomadas em função do que entendia ser o sentir coletivo da sociedade.

O Presidente discursou aos jornalistas na Embaixada de Portugal junto da Santa Sé, no Vaticano, após um encontro com o Papa Leão XIV. A duas semanas do fim do mandato, marcadamente marcado por cerimónias de difícil convergência religiosa, apontou que a abertura de uma cerimónia ecuménica de fim de mandato está prevista para o início de março, envolvendo 32 igrejas e confissões.

Ao ser questionado sobre arrependimentos, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que existem inúmeras ações que não puderam ser realizadas por falta de tempo, oportunidades ou prioridades divergentes, sem entrar em exemplos específicos. A determinação foi sempre pautada pela leitura do sentimento coletivo dominante.

O chefe de Estado destacou ainda que o fim do primeiro mandato seria diferente sem a covid-19, entre 2020 e 2021, mencionando que não teria concorrido a um segundo mandato na ausência da pandemia, sublinhando uma diferença de contexto marcante.

Desafios como católico

Ao abordar os desafios como católico durante uma década, o Presidente referiu temas culturais que provocaram debates na sociedade portuguesa, incluindo a eutanásia, a reprodução assistida, o prolongamento da interrupção voluntária da gravidez e novas conceções de família. A observação incidiu também sobre questões sociais, econômicas e sobre o impacto de crises recentes, como o legado da troika, a pandemia e a guerra, que, na perspetiva dele, condicionaram a mensagem cristã e a reorganização do panorama religioso no país.

Por fim, Marcelo Rebelo de Sousa negou que o exercício do cargo fosse separado da sua fé, mantendo que as decisões foram tomadas segundo o que entendia ser o sentir coletivo, sem descurar a prática religiosa que afirma manter.

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