- As descargas controladas na Barragem de Alqueva foram interrompidas na sexta-feira à tarde, já que o nível de armazenamento ficou controlado, com perspetiva de poder ser retomadas nos próximos dias.
- O presidente da EDIA, José Pedro Salema, explicou que a interrupção ocorreu porque já não eram necessárias para manter o nível da albufeira, após cerca de 48 horas de descarga.
- A EDIA mantém um acompanhamento constante e, consoante o equilíbrio entre armazenamento, caudais efluentes, afluentes e o nível da água, pode decidir voltar a libertar água a partir de Alqueva.
- Desde a interrupção, o nível de armazenamento subiu alguns centímetros, e o organismo avisa que a situação é muito dinâmica, exigindo monitorização a cada hora.
- A operação de descargas começou na quarta-feira às 16h00; esperava-se um caudal total de descarga de cerca de 1.200 m³/s, com água a seguir para Pedrógão e, depois, para o rio Guadiana.
As descargas controladas na Barragem de Alqueva foram interrompidas na sexta-feira à tarde. O nível de armazenamento já está estável, mas a operação pode regressar nos próximos dias, segundo o presidente da EDIA, José Pedro Salema.
A interrupção ocorreu após cerca de 48 horas de descargas, período em que o nível da albufeira foi controlado. A EDIA mantém um acompanhamento constante e alerta para uma possível reativação das descargas a partir de Alqueva, se as condições assim o exigirem.
Fatores em avaliação
O acompanhamento envolve três variáveis: o armazenamento de água, os caudais efluentes libertados pela barragem, e os afluentes que chegam a Alqueva. A decisão sobre libertar mais ou menos água depende do equilíbrio entre estas parcelas.
Desde a interrupção, o nível de armazenamento já subiu alguns centímetros, indicando melhoria. Contudo, a EDIA reforça a necessidade de monitorização horária da situação.
A operação de descargas no Alqueva iniciou-se na quarta-feira às 16:00, com a abertura dos descarregadores de meio fundo, para responder aos caudais afluentes elevados no sistema Alqueva-Pedrógão.
Descarregas planeadas
O caudal de descarga inicial foi de 600 m3/s, com o caudal total estimado em 1.200 m3/s, incluindo o caudal turbinado. A água descarregada segue para a Barragem de Pedrógão, que já vinha a descarregar para o Rio Guadiana desde o dia anterior.
A última operação de descargas controladas na barragem, situada entre Portel e Moura, data de 2013, e visou também gerir o volume da albufeira, que se aproximava da capacidade máxima.
A Alqueva tem cota máxima de 152 e capacidade total de armazenamento de 4.150 hectómetros cúbicos de água. A situação permanece dinâmica e sujeita a alterações conforme o monitoramento em curso.
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