- Em 2025, o Banco de Inglaterra realizou uma votação com mais de 26 mil participantes para escolher animais e plantas que vão figurar nas notas de libra esterlina.
- As notas vão substituir figuras históricas, como Winston Churchill, por fauna e flora britânicas; a lista de espécies escolhidas será anunciada ainda este ano.
- A natureza foi o tema mais votado na consulta, com 60 por cento dos 44 mil participantes, fortalecendo a ligação entre a biodiversidade e a moeda.
- O painel de especialistas, incluindo o cineasta Gordon Buchanan, afirma que a natureza une paisagens, história e futuro, e que a proteção da biodiversidade trem em evidência.
- Países europeus já incluem natureza nas notas: a Escócia usa animais, Noruega celebra a costa e a vida marinha, e a Suíça já destaca a natureza em séries futuras das suas notas.
O Banco de Inglaterra testa uma mudança nas notas em que a natureza passa a figurar ao lado de figuras históricas. Mais de 26 mil pessoas votaram na iniciativa para decidir quais animais e plantas devem estar presentes nas novas notas de libra esterlina. A votação ocorreu este verão e o resultado aponta para uma mudança simbólica e prática.
Segundo o inquérito público, a natureza ficou no topo das preferências, ultrapassando temas como arquitetura, arte e figuras históricas. Os elementos escolhidos serão definidos ainda este ano e deverão entrar em circulação numa fase posterior. A ideia é que as cenas reflitam a identidade do país.
O painel de especialistas, incluindo o cineasta Gordon Buchanan, trabalha para compor a lista de animais e plantas que vão decorar as notas. A decisão pretende ligar paisagens, história e futuro, ao mesmo tempo que reforça a proteção da vida selvagem.
Além da valorização da fauna, o Banco de Inglaterra destaca a finalidade de reforçar a autenticidade das notas. A autenticidade é considerada essencial para dificultar a falsificação, ao mesmo tempo que facilita o reconhecimento público.
O que muda em termos de conteúdo
A nova série de notas pode valorizar a fauna britânica no verso, substituindo figuras históricas como Jane Austen, J. M. W. Turner e Alan Turing, entre outras. O objetivo é aproximar o público da biodiversidade nacional e da sua presença no quotidiano.
Apoios indicam que a vida selvagem está integrada na cultura local, aparecendo em clubes desportivos, no folclore e nas memórias de infância. A ideia é ampliar o reconhecimento de espécies de fauna que antes eram menos valorizadas.
Contexto europeu e internacional
Outros países já adotaram referências à natureza nas notas. Em Escócia, por exemplo, já figuram animais locais, enquanto a Noruega e a Suíça têm séries que destacam elementos naturais, paisagens e fenómenos ambientais. O euro também tem considerações em estudo sobre substituição de figuras célebres.
A iniciativa surge num momento de atenção à proteção ambiental e à educação cívica, sugerindo que mudanças simbólicas podem acompanhar estratégias de conservação e de educação financeira. Especialistas salientam que estas escolhas podem influenciar a perceção pública sobre a biodiversidade.
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