- A tradição de pendurar meias na lareira ou deixar sapatos na chaminé tem origem em São Nicolau, bispo do século IV, conhecido pela generosidade discreta.
- Conta-se que ele ajudou uma família pobre atirando ouro pelas chaminés para colocar dentro das meias, dando origem ao hábito de encontrar moedas ou chocolates no fundo da meia.
- Portugal e outros países adoptaram a prática, que também inclui substituir moedas por tangerinas ou clementinas há cerca de cinquenta a sessenta anos; hoje predominam chocolates embrulhados a papel dourado.
- Em vários países europeus, como Países Baixos, Bélgica e partes da Alemanha, as crianças deixam sapatos à porta na noite de 5 para 6 de dezembro (Véspera de São Nicolau), esperando doces ou presentes do Sinterklaas.
- O poema de 1823, A Visit from St. Nicholas, consolidou a imagem das meias na chaminé, tornando a tradição anglo-saxónica uma prática global associada ao espírito de doação.
O que se passa é a tradição de pendurar meias na lareira ou deixar sapatos à espera de presentes no Natal. A prática tem raízes em lendas de generosidade associadas a São Nicolau, bispo do século IV. A história mais conhecida envolve uma caridade secreta que salvou três jovens do cuidado de casar com dotes.
A tradição espalhou-se pela Europa e chegou a Portugal, ganhando várias variantes. O gesto de colocar uma meia junto à lareira ou um sapato à porta tornou-se símbolo de dar e partilhar, mantendo vivo o espírito natalício.
Da moeda de ouro às tangerinas
Durante muito tempo, moedas de ouro eram raras e valiosas. Em várias regiões europeias, as tangerinas ou clementinas passaram a simbolizar esse presente, especialmente no inverno.
Hoje, o fundo da meia costuma receber chocolates embrulhados em papel dourado, mantendo o imaginário de um tesouro de Natal.
Sapatos na porta e a figura de Sinterklaas
Em alguns países, como os Países Baixos e Bélgica, crianças deixavam sapatos à porta na noite de 5 para 6 de dezembro, para receber doces de Sinterklaas. Em retorno, ofereciam cenouras ou feno ao cavalo do santo.
Este costume europeu influenciou tradições de várias regiões, incluindo Portugal.
Crispim e Crispiniano: outra narrativa de doação
Outra história ligada ao sapatinho surge com Crispim e Crispiniano, dois irmãos do século III. Buscaram abrigo numa casa simples e deixaram sapatos cheios de comida para uma criança, reforçando a ideia de partilha mesmo em tempos de adversidade.
Do mito à tradição moderna
No século XIX, a meia de Natal consolidou-se no imaginário anglo-saxónico. Em 1823, o poema A Visit from St. Nicholas imortalizou a imagem das meias penduradas na chaminé, abrindo caminho às meias decorativas.
Hoje, a tradição persiste: meias, sapatos ou pequenas árvores de Natal continuam a simbolizar dar, partilhar e a lembrança de que o Natal é uma época de generosidade.
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