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Europa enfrenta ondas de calor: como manter a frescura nos dias mais quentes

Ondas de calor na Europa ameaçam a saúde; medidas simples reduzem riscos, desde manter habitações frescas até hidratação e proteção solar

ARQUIVO – Uma turista protege o rosto do sol com um leque enquanto espera para ver a troca da guarda em frente ao Palácio de Buckingham, num dia de calor em Londres.
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O continente europeu enfrenta ondas de calor que podem chegar aos 40 ºC em várias regiões. Especialistas alertam para os riscos à saúde e sublinham medidas simples para reduzir doenças associadas ao calor durante os próximos dias de verão.

Segundo a Euronews Health, o calor extremo é um fenómeno meteorológico perigoso na Europa, com impacto na regulação da temperatura corporal e no funcionamento de órgãos como coração e rins. A prevenção passa por ações simples, segundo especialistas.

Eventos de calor prolongado reduzem a capacidade de arrefecimento do corpo, aumentando a probabilidade de exaustão térmica e golpe de calor. Também elevam a pressão sobre sistemas já susceptíveis, como os que regulam a circulação sanguínea.

Prevê‑se que grande parte da Europa ultrapasse os 30 ºC durante o Verão, com várias regiões a enfrentar noites tropicais, ou seja, temperaturas acima de 20 ºC durante a noite. A falta de arrefecimento noturno agrava o risco cardiovascular e pode interromper o sono.

Durante o dia, recomenda‑se ficar em casa nas horas mais quentes, fechar janelas e estores para diminuir a entrada de calor e ventilar apenas de manhã cedo ou à noite. Em locais com temperaturas acima de 40 ºC, a orientação é evitar ventoinhas que apenas movem ar quente.

A OMS recomenda ainda o uso de roupas leves, claras e feitas de tecidos que permitam a respiração, para ajudar a manter o corpo fresco e proteger a pele da radiação UV. Sempre que possível, procure sombra e utilize proteção adequada.

Para a exposição solar, destaque-se a importância de protetor solar aplicado de forma regular, especialmente a meio do dia. Hidratação adequada também é essencial: a OMS sugere consumir entre dois e três litros de água por dia, evitando bebidas alcoólicas e com cafeína em excesso.

Sinais precoces de alerta incluem tonturas, náuseas, cansaço e confusão. Em caso de piora, deve‑se arrefecer o corpo com duches, borrifar água e procurar orientação médica. A vigilância é crucial para evitar complicações graves.

Quem fica em maior risco? Grupos mais vulneráveis incluem pessoas com mais de 65 anos, bebés e crianças pequenas, doentes crónicos, indivíduos isolados, trabalhadores ao ar livre e pessoas sem abrigo. Amigos da saúde pública orientam sobre proteção adicional para estes grupos.

Algumas medicações podem aumentar a vulnerabilidade ao calor, interferindo com a sudação ou a regulação da temperatura. Mafers de consulta médica devem ser avaliados para ajustar rotinas ou tomar precauções extra.

Manter o corpo fresco nas horas de maior calor

  • Ficar em espaços frescos, com iluminação moderada e ventilação adequada.
  • Priorizar roupas leves, claras e fabricadas com materiais respiráveis.
  • Repousar durante os períodos mais quentes, sempre que possível.

Proteção solar e hidratação

  • Evitar exposição solar direta entre as 10h e as 16h.
  • Proteger cabeça com chapéu ou boné e aplicar protetor solar de forma regular.
  • Beber água regularmente e monitorizar sinais de desidratação, mesmo sem sede.

Sinais de alerta e quando procurar ajuda

  • Tonturas, confusão, fraqueza extrema ou náuseas exigem arrefecimento imediato e avaliação médica.
  • Em caso de sintomas graves, ligue para serviços de emergência ou dirija‑se a uma urgência hospitalar.

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