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Quatro meses após as tempestades, persistem queixas de atrasos nos apoios

Quatro meses depois das tempestades, com prejuízos superiores a 5,3 mil milhões de euros, persistem queixas de atrasos nos apoios do Governo

População afetada pelas tempestades continua sem receber apoios do Governo
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  • Quatro meses após as tempestades entre janeiro e fevereiro, morreram pelo menos 19 pessoas e o país sofreu prejuízos superiores a 5,3 mil milhões de euros, com atrasos nos apoios anunciados pelo Governo.
  • O Governo anunciou medidas de apoio de 3,5 mil milhões de euros e o programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) de 22,6 mil milhões de euros; até 21 de abril foram apresentadas cerca de 65 mil candidaturas a diversas linhas de apoio.
  • Foram criadas moratórias de crédito até final de abril de 2027, duas linhas de crédito do Banco Português de Fomento, apoios à habitação, agricultura, pescas e infraestruturas, além de simplificação de procedimentos para acelerar reconstrução.
  • A Presidência Aberta realizou-se entre 06 e 10 de abril, resultando num relatório que defende acelerar apoios, clarificar medidas, melhorar coordenação e reforçar infraestruturas críticas, com foco em zonas afetadas.
  • Em termos de contexto, milhares de pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas; mais de 300 mil clientes de comunicações foram afetados; houve impactos em energia, água e transportes, com várias infraestruturas danificadas e operações de emergência ativas.

Quatro meses após o conjunto de tempestades que atingiu o centro de Portugal, empresas, autarquias e famílias continuam a reclamar de atrasos na atribuição de apoios governamentais. O prejuízo total supera os 5,3 mil milhões de euros, segundo o Governo.

O Executivo lançou medidas excecionais de 3,5 mil milhões de euros e ativou o programa PTRR, com 22,6 mil milhões de euros para recuperar infraestruturas críticas e dinamizar a economia até 2035. O objetivo é acelerar respostas e melhorar a coordenação entre entidades.

O relatório da Presidência Aberta, realizada por António José Seguro, sublinha a necessidade de simplificar procedimentos, reforçar infraestruturas e reduzir vulnerabilidades, destacando a importância de evitar atrasos na reconstrução de habitações, escolas e redes públicas.

Atrasos na distribuição dos apoios

As queixas aumentam na oposição e entre associações, queixa de lentidão e burocracia. O Governo sustenta que o processo está a avançar, com atrasos apenas na habitação devido à avaliação municipal. Há críticas também em relação a seguros e apoios sociais.

Habitações e candidaturas

Foram recebidas 35.905 candidaturas para reconstrução de habitações, com aprovações variáveis conforme o município. O prazo para validação completa estende-se para fim de junho, com divergências entre governos locais quanto ao ritmo da avaliação.

Apoios e linhas de crédito

O Governo criou linhas de crédito do Banco Português de Fomento para liquidez empresarial e recuperação da atividade. A moratória de créditos foi prolongada até 2027 para empresas e famílias afetadas, com condições condicionadas a quedas de faturação e elegibilidade.

Impacto humano e infraestruturas

Fizeram-se 19 mortes associadas a quedas de estruturas, cheias e acidentes durante as operações de reparação. O envio de ajuda estendeu-se a serviços de emergência, saúde, educação e zonas ribeirinhas, com promessas de reforçar redes de energia, telecomunicações e saneamento.

Presidência Aberta e prioridades

A Presidência Aberta apontou prioridades imediatas: desbloquear pagamentos pendentes, remover material lenhoso e apoiar a reabertura económica. A proteção de infraestruturas críticas e o apoio psicossocial aos grupos vulneráveis foram destacados.

Zonas afetadas e fomento local

O Governo aumentou o Fundo de Emergência Municipal em 75 milhões de euros para apoiar escolas, estradas e infraestruturas locais. As medidas visam permitir respostas rápidas às despesas urgentes provocadas pela calamidade.

PTRR e PRR

O PTRR define ações para médio prazo, incluindo reforço da proteção civil, redes elétricas e comunicação de emergência. O PRR recebeu ajustes, com parte de obras suspensas para realocar fundos a reparações, sem perder financiamento europeu.

Mortes, atividades e transportes

As mortes ocorreram em várias regiões do país, entre 28 de janeiro e 15 de fevereiro, com idades entre 28 e 85 anos. O trânsito, a água e a energia registaram interrupções duradouras, afetando centenas de milhares de residentes.

Telecomunicações e energia

Mais de 300 mil utilizadores ficaram sem serviços, ainda que o serviço móvel tenha sido quase por completo restabelecido. Infraestruturas de energia e água estiveram a exigir reparações que se prolongaram por semanas.

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