- A onda de calor da Primavera mantém‑se na Europa; em Mora chegaram perto de 40°C (39,4°C) e Alcobaça registou 36,1°C, com recordes de Maio a mostra há dezenas de anos.
- O calor começou a 20 de maio e pode durar até quinze dias no interior, com a possibilidade de se estender a mais regiões do território.
- As temperaturas mínimas também foram elevadas: Odemira teve 19,9°C e Lamas de Mouro 18,9°C no dia 22 de maio, superiores aos recordes anteriores.
- Até 27 de maio, dezenove estações estavam em situação de onda de calor; espera‑se descida das máximas a partir de 28 de maio no litoral oeste, com choques atmosféricos no interior e trovoadas secas.
- A causa prende‑se a um bloqueio anticiclónico que empurra ar muito quente do noroeste de África, criando uma cúpula de calor, fenómeno ligado às alterações climáticas, segundo especialistas.
Uma onda de calor na Primavera continua a afectar a Europa, incluindo Portugal. Em Mora, a temperatura chegava esta terça-feira quase aos 40 °C, perto dos 39,4 °C, segundo o IPMA. Em Alcobaça, o valor rondava os 36,1 °C, recordes que superam máximas históricas de Maio.
O IPMA informou que o calor intenso começou a 20 de Maio e que é provável que a onda se prolongue, chegando a outras regiões do continente. Em alguns distritos a duração pode chegar a 15 dias, com noites igualmente quentes.
Mora registou 69 anos desde o último recorde de Maio, e Alcobaça 48. As mínimas foram também elevadas em Odemira (19,9 °C) e Lamas de Mouro (18,9 °C) no dia 22 de Maio, superando marcas de 1999 e 2001, respetivamente.
A explicação técnica aponta para um bloqueio anticiclónico que traz ar quente do Noroeste de África. Este cenário provoca uma massa de ar estável, com radiação solar intensa que sustenta temperaturas elevadas durante vários dias.
O Centro Europeu de Previsões Meteorológicas aponta uma anomalia térmica significativa na região, com cores vermelhas a indicar valores acima da média. Prevê-se aguaceiros no interior, trovoadas secas e ventos fortes, principalmente nos distritos do Norte e Centro.
Alguns meteorologistas destacam que estas temperaturas reforçam a relação com as alterações climáticas. Investigadores lembram que eventos extremos tendem a tornar-se mais frequentes e prolongados devido ao aquecimento global.
Para a população, as autoridades recomendam hidratação, evitar atividades ao ar livre nos horários de maior calor e tomar precauções com pessoas vulneráveis. O IPMA mantém vigilância e atualiza os avisos conforme a evolução.
Apesar do aumento da temperatura, as previsões indicam de queda gradual a partir de 28 de Maio no litoral oeste, com o interior a manter ainda valores elevados por mais alguns dias.
As regiões espanholas, francesas e britânicas também enfrentam episódios de calor extremo, acompanhados de noites tropicais. Várias autoridades nacionais activaram medidas preventivas para reduzir riscos de incêndios e garantir serviços de socorro.
Resistência do calor é apontada por especialistas como uma consequência direta das mudanças climáticas, que tornam ondas de calor mais intensas e duradouras. O fenómeno atual da Primavera é apresentado como sintoma de uma tendência global.
Em Portugal, o IPMA continua a monitorizar as condições atmosféricas e a divulgar dados atualizados sobre a evolução da onda de calor, mantendo o público informado de forma objetiva e sem conclusões precipitadas.
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